Buenas indiada! Como todo mundo sabe, estamos na Semana Santa, esta semana que é de suma importância, pra quem é cristão, e que também, é marcada como especialíssima, no coração de uma turma, que ama o Rio Uruguai, a amizade e a cultura do Rio Grande do Sul, Os Barranqueiros. Eu tenho a sorte de fazer parte desta confraria, que está completando quarenta anos. Já há mais de uma década, que sou um dos convivas da barranca e sinto no meu coração, um entusiasmo cada vez maior em relação ao evento. Ir à barranca, pra mim, não é ir a um festival, ou a um acampamento, ou aos dois, é ir a mim mesmo. Cresci dentro daquele rio, formei minha personalidade junto dos que viveram dele, tanto na pesca, quanto no contrabando, por isso hoje, que tenho uma vida distante de lá, a barranca tem sido o único momento em que retorno ao âmago das minhas melhores lembranças. Ás vezes, durante os dias em que ficamos na beira d'água, sinto como se não estivesse vivendo o presente, sinto a presença de tudo que já passou, mas na mais pura harmônia, com as coisas de agora e com as perspectivas de futuro. De fato ali se vive um tempo suspenso no ar, como se estivéssemos em uma dimensão especial, habitada por todos os tempos, sem diferenças entre o novo e o velho, onde o eterno parece ter acabado de nascer todos os dias. Por isso meus amigos, esse comício de espíritos, como bem disse o jacaré (Sérgio) é algo indescritível e que só encontra sua definição, em algum lugar do meu coração, onde as palavras são pequenas e sem sentido capaz roterizar essa fábula supra-temporal que se passa no mais fundo rincão da alma de um barranqueiro embriagado de gratidão e amor pelo Rio.
Angelo franco
segunda-feira, 18 de abril de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Envaidecido Pelo Engano
Estava eu(Angelo Franco) mateando na minha cela, como chamo, carinhosamente, meu apartamento na Cidade Baixa, Quando recebo um telefonema do amigo Batista( instrutor de danças), solicitando confirmação, a respeito da autoria de uma frase, com a qual ele e muitos outros gaúchos identificam-se, há anos, frase essa que diz o seguinte:
"A AUTENTICIDADE É A MAIOR DIFERENÇA, ENTRE OS QUE SÃO E OS QUE TENTAM SER"
Bueno, perguntou-me o amigo Batista:_Angelo aquela frase que está no disco do Marenco e do Gujo Teixeira, é de tua autoria? Prontamente respondi:_Conforme está especificado, no encarte do disco e em muitos outros impressos posteriores, sim.
Replicou-me o amigo Batista:_ Sempre soube ser de tua marca, mas ao navegar, pelo provedor "Uol", mais especificamente a página, "Uol pensador" deparei-me com ela, no topo da lista de frases, assinadas como sendo do grande Jaime Caetano Braum.
Em um primeiro momento, me parei assustado, com a falta de informação da pessoa(provedor), que se julga capaz, de postar algo em nome de alguém tão importante, quanto o mestre Jaime, sem ao menos conhecer sua obra, ou fontes fidedignas que o autorizassem a faze-lo. Já num segundo momento, fiquei envaidecido ao ver, que apesar de desinformado, o sujeito veiculador, considerou uma sentença minha, digna da assinatura daquele, que considero, o maior filósofo da Literatura Regional Riograndense de todos os tempos.
Então meus amigos, quero deixar claro, a frase em questão, é única e exclusivamente, de minha autoria( Angelo Franco), e embora tenha tido eu, a sorte do convívio familiar, com o Grande Mestre Payador, não conheço nenhum poema, payada, ou mesmo, verso individual, onde ele tenha registrado tal pensamento. Portanto peço, que desconsiderem o conteúdo da página citada(Uol Pensador), e que leiam muito Jaime Caetano Braum, pra não cometerem o pecado de atribuir ao Gênio, palavras que não são suas. Gracias Batista pelo alerta! Fiquem de olho no que diz a internet. Angelo Franco
"A AUTENTICIDADE É A MAIOR DIFERENÇA, ENTRE OS QUE SÃO E OS QUE TENTAM SER"
Bueno, perguntou-me o amigo Batista:_Angelo aquela frase que está no disco do Marenco e do Gujo Teixeira, é de tua autoria? Prontamente respondi:_Conforme está especificado, no encarte do disco e em muitos outros impressos posteriores, sim.
Replicou-me o amigo Batista:_ Sempre soube ser de tua marca, mas ao navegar, pelo provedor "Uol", mais especificamente a página, "Uol pensador" deparei-me com ela, no topo da lista de frases, assinadas como sendo do grande Jaime Caetano Braum.
Em um primeiro momento, me parei assustado, com a falta de informação da pessoa(provedor), que se julga capaz, de postar algo em nome de alguém tão importante, quanto o mestre Jaime, sem ao menos conhecer sua obra, ou fontes fidedignas que o autorizassem a faze-lo. Já num segundo momento, fiquei envaidecido ao ver, que apesar de desinformado, o sujeito veiculador, considerou uma sentença minha, digna da assinatura daquele, que considero, o maior filósofo da Literatura Regional Riograndense de todos os tempos.
Então meus amigos, quero deixar claro, a frase em questão, é única e exclusivamente, de minha autoria( Angelo Franco), e embora tenha tido eu, a sorte do convívio familiar, com o Grande Mestre Payador, não conheço nenhum poema, payada, ou mesmo, verso individual, onde ele tenha registrado tal pensamento. Portanto peço, que desconsiderem o conteúdo da página citada(Uol Pensador), e que leiam muito Jaime Caetano Braum, pra não cometerem o pecado de atribuir ao Gênio, palavras que não são suas. Gracias Batista pelo alerta! Fiquem de olho no que diz a internet. Angelo Franco
domingo, 16 de janeiro de 2011
To de Volta
Bueno meus amigos! Depois de uma pausa pra recarregar as baterias, estou novamente pronto pra lida da arte musical e do pensamento telúrico. Espero que o ano de 2011 seja de muita saúde e muito trabalho, desejo também que seja um ano de produção musical qualificada e que o nosso consumidor, ou seja, as pessoas que gostam de música, procurem cada vez mais consumir músicas com algum conteúdo. Gracias a todos que dão credibilidade aos músicos e compositores do sul do país, somos um povo recém sendo reconhecido, ainda somos menestréis da minoria, mas temos orgulho do que fazemos e sabemos o porquê do nosso canto. Valeu e lá vamos nós!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
MÚSICA DO MUNDO
Tenho percebido que a música, cada vez mais, passa por uma crise muito grande. São vários os aspectos do ramo musical ,que carecem de referência e que vivenciam um mar de incertezas.
Desde a parte de sua criação, até suas maneiras de execução, além das questões comerciais,a música está perdida, num processo de evolução, que tem andado na velocidade das máquinas e não no ritmo dos humanos, que ainda são os únicos veículos conscientes da sensibilidade artística.
Penso que a música não pertence a ninguém, ela é do mundo, quando alguém ouve um som ele já faz parte da sua vida, mas também penso que temos que buscar um reconhecimento do que a música faz por nós ou em nós. Nunca fui radical em termos musicais, sempre vi beleza em toda a música, por ser música já vem de Deus e engrandece a alma. O fato é que essa falta de norte que o cancioneiro mundial atravessa, trouxe tanta desconstrução da identidade, tanta superficialidade e tanta "praticidade", que a arte musical se reduziu, a pano de fundo para o cotidiano, a mensageira subliminar da inversão de valores e a simples estatística regulamentada pelos institutos de pesquisa de audiência e pelos orgãos contabilizadores do dito "mercado da cultura. "
Sabemos que de fato há um mercado cultural, mas sabemos, também , que no caso brasileiro e de grande parte do mundo, ele pouco tem cumprido com sua função. É bem verdade que ele proporciona subsistência a muitos músicos, produtores e demais integrantes da cadeia produtiva, através da fomentação de seus projetos, mas também é fato, que grande parte dessas atitudes, não chegam ao povo da maneira que inicialmente se pretendia. Teatros semi-vazios, musica intelectualóide distante da compreenção da média, um intenso antagonismo por parte da mídia movida pelos jabás, e uma apologia à separação entre o profundo e o divertido, promovida pelos meios de comunicação em geral, esse é o quadro atual ,que transforma o mercado artístico em ineficaz e simplesmente premia o que de fato tem suporte comercial, independentemente da qualidade, aliás, devido ao "ótimo" trabalho das emissoras de rádio e tv, quanto mais baixo o nível melhor, já que o pouco que a música de conteúdo figura em suas programações, é sempre num horário digno de vampiros e galos. Ah! e esses espaços ainda existem por que o potencial dos verdadeiros artístas não pode ser subestimado.
Rezo para que eu possa ver um dia, os eventos culturais bem divulgados, comentados por gente competente, mesclando contextualidade com popularidade, alheios a favores políticos e a matérias pagas, com músicos fazendo um som equilibrado, com profundidade artística e de fácil acesso para os que não são músicos desenvolvidos. Peço a Deus pela música do mundo e peço aos homens que pensem na música que consomem e pensem nos valores que desejam passar a seus filhos.
Angelo Franco
Desde a parte de sua criação, até suas maneiras de execução, além das questões comerciais,a música está perdida, num processo de evolução, que tem andado na velocidade das máquinas e não no ritmo dos humanos, que ainda são os únicos veículos conscientes da sensibilidade artística.
Penso que a música não pertence a ninguém, ela é do mundo, quando alguém ouve um som ele já faz parte da sua vida, mas também penso que temos que buscar um reconhecimento do que a música faz por nós ou em nós. Nunca fui radical em termos musicais, sempre vi beleza em toda a música, por ser música já vem de Deus e engrandece a alma. O fato é que essa falta de norte que o cancioneiro mundial atravessa, trouxe tanta desconstrução da identidade, tanta superficialidade e tanta "praticidade", que a arte musical se reduziu, a pano de fundo para o cotidiano, a mensageira subliminar da inversão de valores e a simples estatística regulamentada pelos institutos de pesquisa de audiência e pelos orgãos contabilizadores do dito "mercado da cultura. "
Sabemos que de fato há um mercado cultural, mas sabemos, também , que no caso brasileiro e de grande parte do mundo, ele pouco tem cumprido com sua função. É bem verdade que ele proporciona subsistência a muitos músicos, produtores e demais integrantes da cadeia produtiva, através da fomentação de seus projetos, mas também é fato, que grande parte dessas atitudes, não chegam ao povo da maneira que inicialmente se pretendia. Teatros semi-vazios, musica intelectualóide distante da compreenção da média, um intenso antagonismo por parte da mídia movida pelos jabás, e uma apologia à separação entre o profundo e o divertido, promovida pelos meios de comunicação em geral, esse é o quadro atual ,que transforma o mercado artístico em ineficaz e simplesmente premia o que de fato tem suporte comercial, independentemente da qualidade, aliás, devido ao "ótimo" trabalho das emissoras de rádio e tv, quanto mais baixo o nível melhor, já que o pouco que a música de conteúdo figura em suas programações, é sempre num horário digno de vampiros e galos. Ah! e esses espaços ainda existem por que o potencial dos verdadeiros artístas não pode ser subestimado.
Rezo para que eu possa ver um dia, os eventos culturais bem divulgados, comentados por gente competente, mesclando contextualidade com popularidade, alheios a favores políticos e a matérias pagas, com músicos fazendo um som equilibrado, com profundidade artística e de fácil acesso para os que não são músicos desenvolvidos. Peço a Deus pela música do mundo e peço aos homens que pensem na música que consomem e pensem nos valores que desejam passar a seus filhos.
Angelo Franco
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Nossos Operadores
No sábado dia vinte de novembro estive com o Buenas e M'espalho, na bela cidade de Antônio Prado. Como sempre foi muito legal. Baita clima no palco, o povo conosco, e pra aumentar a minha felicidade, o nosso grande amigo e exímio operador de som, João Pedro Linera, ganhou um ajudante que muito me orgulha. O seu tocaio, João Vicente Maneiro Sarmento, vulgo "perereco", quebrou tudo no auxílio ao solícito e experiente amigo. Gracias João Linera pela parceria, gracias meu Deus por esse filho que eu amo tanto, e gracias perereco, por seres tão amigo do papai e ótimo operador de som.
Angelo Franco.
Angelo Franco.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Da obra
Amigos que acompanham o nosso blog, muito orgulha qualquer artista, saber que a sua obra está falando por alguém, ou representando um sentimento comum a outras pessoas. Pois bem, eu fico muito feliz de saber que, ás vezes, as pessoas pensam nas minhas palavras, para definir ou representar alguns valores. Essa semana que passou recebi um chasque pelo blog, do amigo Glênio perguntando-me se poderia utilizar uma composição minha, para representar musicalmente o encontro da sua família, no ano de dois mil e onze, em Santana do Livramento. Então, já respondendo a esse amigo eu digo: Será uma honra, para parte da minha obra, integrar espiritualmente, um momento como esse encontro familiar, onde o respeito aos antepassados e os valores da alma serão exaltados. Glênio, a música já é de vocês, repito também a todos os que comungam da idéia de fortalecimento da identidade, da importância da família e da antisuperficialidade que, as minhas palavras, a minha voz e o meu coração, pertecem a vocês.
Gracias pela parceria nessa luta pacífica!
Angelo Franco
Gracias pela parceria nessa luta pacífica!
Angelo Franco
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Musicanto Sulamericano
Eu sou missioneiro, digo isto sempre com orgulho, sou natural da velha São Luiz Gonzaga, criado no Passo da Tigra, município de Garruchos, então tenho no sangue e na criação, por natureza, o DNA da pesca, do contrabando, da fé cega, e da aversão a divisão política, não consigo crer que haja diferenças entre um brasileiro de Garruchos e um argentino de Garruchinho, que é como chamamos o Homônimo vilarejo do outro lado do Rio Uruguai, lá no meu noroeste sagrado, ou que haja como saber distingüir um Santanense de um Riverense. É por isso que eu bendigo com todo o coração o carater agregador e universalista desse grande festival que teremos em dezembro, o Musicanto Sulamericano de Nativismo.
Por ser da região missioneira e ter sido criado, relativamente, próximo a Santa Rosa, cresci junto com o Musicanto, quando pequeno, eu, de origem campeira , não compreendia por que colocavam em um mesmo festival, mineiros, tocantinenses, nordestinos e paulistas entre outros nacionais, juntos com gaúchos. Já os argentinos eu não estranhava tanto, devido ao costume com a fronteira, mas ainda ssim achava que era uma invensão meio sem critérios definidos. Hoje após tantos anos de estrada festivaleira, sei da grandeza da idéia que ali frutificou, sei que é maravilhoso poder ver a nossa música soando junto com as demais, ver a variação de sotaques que a nossa América do sul e o nosso Brasil possuem, ver a qualidade que todos temos e ao final reconhecer a personalidade única de cada povo e o quanto somos farinha do mesmo saco.
Definitivamente o Musicanto é um evento cultural, não muda suas caracteristicas, não cede aos modismos, que fizeram, quase todos os eventos clonarem uns aos outros, por apelo popular etc...
Ano passado estive lá, tive a honra de sagrar-me vencedor da melhor poesia, com uma das minhas raras composições em espanhol( De la Tierra Mia), neste ano não sei se vou ser selecionado, mas seria uma alegria se novamente eu pudesse estar lá, com meus irmãos, de latinidade. Vida longa ao universalismo, que brinda quem tem raiz verdadeira.
Obs. hoje já são cinco dias do mes de novembro, eu já sei que classifiquei uma música na vigésima quarta edição do musicanto, só pra ilustrar, o ano passado estive lá com um chamamé em espanhol, este ano estou com um samba bem brasileiro, fiz os dois com o coração e o musicanto nos dá oportunidade de atribuir vários sotaques aos nossos sentimentos. Todos que me acompanham, sabem que é bem mais fácil pra mim compor um chamamé do que fazer um samba, apesar de ser do Brasil, mas o fato é que essa brasilidade falou por mim em dois mil e dez e através da voz de Alana Moraes, e do violão de sete de Gabriel Selvage, com as percussões do Zé e do mestre Sandro Cartier eu estarei no palco iluminado do festival mais agregador da América do Sul. Valeu!
Angelo Franco.
Por ser da região missioneira e ter sido criado, relativamente, próximo a Santa Rosa, cresci junto com o Musicanto, quando pequeno, eu, de origem campeira , não compreendia por que colocavam em um mesmo festival, mineiros, tocantinenses, nordestinos e paulistas entre outros nacionais, juntos com gaúchos. Já os argentinos eu não estranhava tanto, devido ao costume com a fronteira, mas ainda ssim achava que era uma invensão meio sem critérios definidos. Hoje após tantos anos de estrada festivaleira, sei da grandeza da idéia que ali frutificou, sei que é maravilhoso poder ver a nossa música soando junto com as demais, ver a variação de sotaques que a nossa América do sul e o nosso Brasil possuem, ver a qualidade que todos temos e ao final reconhecer a personalidade única de cada povo e o quanto somos farinha do mesmo saco.
Definitivamente o Musicanto é um evento cultural, não muda suas caracteristicas, não cede aos modismos, que fizeram, quase todos os eventos clonarem uns aos outros, por apelo popular etc...
Ano passado estive lá, tive a honra de sagrar-me vencedor da melhor poesia, com uma das minhas raras composições em espanhol( De la Tierra Mia), neste ano não sei se vou ser selecionado, mas seria uma alegria se novamente eu pudesse estar lá, com meus irmãos, de latinidade. Vida longa ao universalismo, que brinda quem tem raiz verdadeira.
Obs. hoje já são cinco dias do mes de novembro, eu já sei que classifiquei uma música na vigésima quarta edição do musicanto, só pra ilustrar, o ano passado estive lá com um chamamé em espanhol, este ano estou com um samba bem brasileiro, fiz os dois com o coração e o musicanto nos dá oportunidade de atribuir vários sotaques aos nossos sentimentos. Todos que me acompanham, sabem que é bem mais fácil pra mim compor um chamamé do que fazer um samba, apesar de ser do Brasil, mas o fato é que essa brasilidade falou por mim em dois mil e dez e através da voz de Alana Moraes, e do violão de sete de Gabriel Selvage, com as percussões do Zé e do mestre Sandro Cartier eu estarei no palco iluminado do festival mais agregador da América do Sul. Valeu!
Angelo Franco.
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